Guia Definitivo: Como Montar Tabela de Financiamento

Montar uma tabela de financiamento exige a separação rigorosa entre o que é pagamento de juros e o que é amortização do saldo devedor. Sem essa distinção, você perde o controle sobre o custo efetivo da dívida e ignora a velocidade com que o principal está sendo liquidado.

A lógica central é simples: a parcela mensal é a soma dos juros do período mais a amortização. Os juros são sempre calculados sobre o saldo devedor remanescente, e não sobre o valor total inicial, o que é o erro mais comum de quem tenta montar a planilha manualmente.

Os pilares técnicos da tabela de amortização

Para que a tabela funcione, você precisa de cinco colunas fundamentais. Se faltar uma delas, a análise de fluxo de caixa fica incompleta e a projeção financeira torna-se imprecisa.

  • Saldo Devedor: O valor que você ainda deve ao credor no início de cada período.
  • Juros: Calculados multiplicando a taxa de juros mensal pelo saldo devedor do mês anterior.
  • Amortização: A parte da parcela que efetivamente reduz a dívida principal.
  • Prestação (Parcela): A soma da amortização com os juros do mês.
  • Saldo Remanescente: O saldo anterior subtraído da amortização do mês atual.

Price vs. SAC: A escolha do modelo de cálculo

A diferença entre esses dois modelos não está nos juros, mas em como a amortização é distribuída. Escolher o modelo errado pode comprometer sua liquidez imediata ou elevar o custo total do crédito.

Característica Tabela SAC Tabela Price
Parcelas Decrescentes Constantes
Amortização Constante Crescente
Juros Totais Menores ao final Maiores ao final

O erro fatal de muitos gestores é ignorar que, na Tabela Price, as primeiras parcelas são compostas quase inteiramente por juros, fazendo com que a dívida demore muito mais para baixar no início do contrato.

Para quem busca previsibilidade de caixa, a Price é atraente. Para quem quer pagar menos juros e tem fôlego financeiro no início, o SAC é a única escolha lógica. Se quiser automatizar esse processo, você pode acessar a ferramenta de cálculo oficial para evitar erros de fórmula.

O objetivo final de montar essa tabela é ter clareza sobre quanto do seu dinheiro está indo para o bolso do banco e quanto está realmente quitando o seu patrimônio.

Qual a diferença real entre a Tabela SAC e a Tabela Price?

No SAC, as parcelas começam mais altas e diminuem com o tempo, pois a amortização é constante. Na Price, as parcelas são fixas do início ao fim, mas a amortização cresce gradualmente enquanto os juros diminuem.

O que exatamente é a amortização em um financiamento?

A amortização é a parte da sua parcela que efetivamente reduz a dívida principal (o valor inicial). O restante da parcela é composto por juros e taxas, que são o custo do aluguel do dinheiro.

Como calcular os juros mensais de cada parcela?

Multiplique a taxa de juros mensal pelo saldo devedor do mês anterior. Por exemplo, se você deve R$ 100.000 e a taxa é 1%, o juro daquela parcela será de R$ 1.000.

O saldo devedor diminui em todas as parcelas?

Sim, desde que o valor da parcela seja maior do que os juros do mês. A diferença entre o valor total pago e os juros é o que abate o saldo devedor.

Posso fazer amortizações extraordinárias para reduzir o prazo?

Sim. Ao pagar um valor extra direcionado à amortização, você reduz o saldo devedor instantaneamente, o que elimina juros futuros e reduz drasticamente o tempo do contrato.

Qual o erro mais comum ao montar a tabela no Excel?

Confundir a taxa anual com a mensal. Para a tabela funcionar, a taxa deve estar na mesma periodicidade da parcela (mensal para parcelas mensais).

Por que a parcela da Tabela Price parece mais vantajosa no início?

Porque ela dilui o custo, mantendo a parcela constante e menor que a primeira do SAC. No entanto, o saldo devedor cai muito mais lentamente, resultando em mais juros pagos ao final.